Armando Emílio Guebuza relança “Os Tambores Cantam”

A reedição do livro “Os Tambores Cantam”, da autoria do poeta e antigo presidente de Moçambique, Armando Guebuza, é lançada hoje, 27 de junho, na Galeria Porto de Maputo, às 17:00 horas.

Segundo a nota da Fundação Armando Guebuza o livro é composto por 30 textos líricos escritos pelo poeta Armando Guebuza no tempo colonial (antes e durante a luta de libertação nacional), e publicados em revistas e jornais nacionais e internacionais, com destaque para A Tribuna, O Brado Africano e Poesia de Combate. Nos poemas são notórias as marcas de pan-africanismo e negritude, envolvendo um forte sentimento nacionalista e revolucionário.

“Com uma linguagem simples e directa, Armando Guebuza, no conjunto dos seus poemas, exterioriza as profundas injustiças sócio-políticas, o sofrimento e imposições do jugo colonial português, e acaba por fazer um discurso de cariz lírico-pedagógico não fugindo, assim, ao mesmo pendor temático-ideológico dos outros poetas guerrilheiros”, le-se na nota.

Assim, a obra “Os Tambores Cantam” mostra bem que a poesia pode, em casos específicos e historicamente bem demarcados, funcionar como uma arma de consciencialização contra a injustiça, seja ela qual for, porque o Homem criou a poesia como forma de pôr a nu o canto da sua alma.

De acordo com Carlos Pessane, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Fundação Armando Emílio Guebuza, a reedição da obra “Os Tambores Cantam” tem em vista adequá-la ao novo contexto.

“A Fundação decidiu reeditar o livro em homenagem ao antigo Chefe do Estado e patrono da Fundação. Também porque era preciso colocar o livro nas prateleiras com uma nova roupagem e num contexto actual”, refere o PCA da Fundação Armando Emílio Guebuza.

Uma das inovações que a obra traz é a introdução de artigos de análise (ensaios) do académico Nataniel Ngomane e do escritor Marcelo Panguana. A edição de 2006 foi prefaciada pelo saudoso poeta e escritor moçambicano Calane da Silva e nesta reedição foi incorporado, também, um prefácio da escritora moçambicana Paulina Chiziane.

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