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Vinícius de Shalios

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Vinícius de Shalios

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Biografia

Conheça o autor

Vinícius Shalios Tamele, conhecido artisticamente como Vinícius de Shalios, é um escritor moçambicano, poeta e romancista, estudante de Direito e dramaturgo em formação. Encontrou na literatura um espaço de expressão, questionamento e resistência, fazendo da palavra escrita uma forma de interpretar o mundo, confrontar silêncios e dar visibilidade a realidades frequentemente marginalizadas. O seu nome artístico nasce da admiração pelo poeta brasileiro Vinícius de Moraes, cuja influência o inspirou a incorporar a preposição «de» na construção da sua identidade literária. Mais do que uma homenagem, o nome representa uma referência afectiva e artística que acompanha a construção da sua própria voz enquanto escritor. Curioso, observador e atento às contradições humanas, Vinícius escreve sobre pessoas, sentimentos, relações, tabus, preconceitos e comportamentos sociais que persistem no silêncio. A sua escrita explora as complexidades da existência humana, abordando questões como identidade, amor, sexualidade, religião, racismo, homofobia, exclusão e a tensão entre aquilo que somos e aquilo que a sociedade espera que sejamos. A sua literatura caracteriza-se pela sensibilidade poética, pela intensidade emocional e pelo interesse em histórias que desafiam convenções sociais. Entre a poesia e a narrativa ficcional, procura construir personagens, imagens e situações capazes de provocar reflexão, questionar certezas e aproximar o leitor de realidades que, embora muitas vezes ignoradas, fazem parte da experiência colectiva. É autor de Karingana Ku Vonga: O Nascimento de um Poeta, obra que celebra a descoberta da identidade poética e o nascimento de uma voz literária, que conta também com uma versão deluxe intitulada Primeiros Capítulos de um Poeta. Publicou igualmente Pequenos Discípulos: Numa Mentira, obra que explora os conflitos entre amor, fé, identidade e as expectativas impostas pela sociedade, num contexto em que a vivência afectiva e a procura de aceitação se confrontam com preconceitos religiosos e sociais. Entre os seus projectos literários encontra-se Não conte ao padre que eu sou passivo, um romance que mergulha nas contradições da vivência LGBTQIA+, na homofobia internalizada e social, na influência da religião e na complexidade das relações afectivas. A obra propõe um olhar crítico sobre os mecanismos de silenciamento, as máscaras sociais e as dificuldades de construir relações autênticas num ambiente marcado pelo julgamento e pela repressão. É também autor de Costa do Sol On Fire, projecto literário que aborda questões como homofobia, racismo, bullying e preconceito religioso, explorando os conflitos de identidade, pertença e convivência social. Estas obras integram um percurso criativo orientado para a exploração de experiências humanas e realidades sociais que merecem ser narradas com profundidade e sem superficialidade. Para além da literatura, Vinícius é activista ambiental e defensor dos direitos humanos, com interesse particular nas questões de inclusão, dignidade humana, justiça social e vulnerabilidade de grupos marginalizados. A sua aproximação a estas causas reflecte-se também na sua produção artística, na qual a palavra assume uma dimensão crítica e interventiva. Acredita no poder da arte para questionar estruturas, desafiar preconceitos e criar espaços de reconhecimento para quem tantas vezes é colocado à margem. A sua experiência profissional inclui o ensino de línguas, nomeadamente Português e Inglês, uma actividade que contribuiu para o seu contacto com a comunicação, a expressão e a partilha de conhecimento. Actualmente, concilia a sua formação académica em Direito com o desenvolvimento da sua identidade literária e o aprofundamento dos seus interesses artísticos e sociais. Poeta por sensibilidade, romancista por vocação narrativa e dramaturgo em perspectiva, Vinícius de Shalios encontra na escrita uma forma de interrogar o seu tempo e as suas contradições. A sua ambição não se limita à criação de histórias: procura construir uma obra que dialogue com a sociedade moçambicana contemporânea, sem perder de vista as questões universais da condição humana. Na sua escrita, o silêncio não é ausência de história: é, muitas vezes, o lugar onde uma história espera ser contada.