A escritora fala assim, momentos depois de proceder ao lançamento de mais duas obras literárias da sua autoria intituladas "Grãos de dólares e De carne e osso" inspiradas em histórias, contas, factos reais entre outras emoções.

Segundo Ancha Alfazema, as obras têm como objectivo central tocar vidas através de palavras, trazendo histórias capazes de fazer chorar, sorrir, refletir, acreditar, criar conexões entre as gerações, bem como trazer esperança no seio social.

Alfazema destacou a necessidade de equacionar ações conjuntas entre o governo e outros actores activos na área, de modo a galvanizar o esforço empreendido pelos amantes da letra.

"Sinto que ninguém está com olhos dados a esta área, se não os próprios escritores, mas entendo que os desafios enfrentados que enfrentamos não devem servir de motivo para interromper a produção literária, sobretudo as obras escritas em livros físicos, por causa da digitalização".

A crítica à falta de prioridade da literatura moçambicana surge num contexto em que a escritora procura, por iniciativa própria, aproximar as suas obras dos leitores em formato físico, mesmo que em alguns casos, opte pela publicação dos seus textos nas plataformas digitais.

No fim, Ancha apelou a quem é de direito para criar e prover melhores condições para que os escritores moçambicanos consigam publicar, circular e fazer chegar os seus livros a um número maior de pessoas.