Luís Bernardo Honwana, autor do clássico “Nós Matamos o Cão Tinhoso” é o convidado para a primeira sessão da temporada 2026 do Atelier Filosófico, evento a acontecer nesta segunda-feira, 23 de Fevereiro, às 18 horas, na Fundação Fernando Leite Couto.
Trata-se de uma conversa a ser dinamizada pelo filósofo Severino Ngoenha, com o tema «Lutar por Moçambique, Hoje».
Luís Bernardo Honwana está ligado ao processo da formação do Estado moçambicano.
Devido às suas atividades políticas, foi preso pelas autoridades coloniais e encarcerado durante três anos, de 1964 a 1967. Em 1970, foi para Portugal e formou-se em Direito pela Universidade de Lisboa.
Durante algum tempo, trabalhou como jornalista. Em 1975, após a independência, tornou-se Diretor do Gabinete do Presidente Samora Machel. Em 1982, tornou-se Secretário de Estado da Cultura de Moçambique. Em 1986, foi nomeado Ministro da Cultura de Moçambique. Em 1987, foi eleito membro do Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Ele fez parte do Conselho Executivo da UNESCO de 1987 a 1991 e foi presidente do Comitê Intergovernamental da UNESCO para a Década Mundial da Cultura e do Desenvolvimento. Em 1995, foi nomeado diretor do recém-inaugurado escritório da UNESCO na África do Sul. Desde que se aposentou da organização em 2002, tem atuado na pesquisa em artes, história e etnolinguística.
Em 1991 fundou o Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa e mais tarde fundou a Organização Nacional dos Jornalistas de Moçambique, a Associação Moçambicana de Fotografia e a Associação dos Escritores Moçambicanos. Atualmente é diretor executivo da Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND).





