A apresentação ficará a cargo de Ana Mafalda Leite e inclui uma leitura dramatizada pela atriz Assucena Ntavasse.
“Ninguém Matou Suhura” é uma obra que reúne cinco narrativas que abordam temas ligados ao colonialismo e às suas consequências sociais. Trata-se de uma nova edição do livro "Ninguém Matou Suhura " lançado em 1988. A obra integra a literatura moçambicana contemporânea, centrando-se em questões como a desigualdade, a memória e a injustiça, a partir de diferentes histórias situadas no período colonial.
Lília Maria Clara Carrière Momplé nasceu em 1935, na Ilha de Moçambique, província de Nampula. Concluiu os estudos secundários em Lourenço Marques (actual Maputo), frequentou o curso de Filologia Germânica até ao 2.º ano e licenciou-se em Serviço Social pelo Instituto Superior do Serviço Social de Lisboa. Após residir na Grã-Bretanha (1964) e no Brasil (1968-1971), regressou definitivamente a Moçambique, em 1972.
Ao longo da sua carreira, exerceu várias funções, incluindo funcionária da Secretaria de Estado da Cultura, diretora do Fundo para o Desenvolvimento Artístico e Cultural de Moçambique, secretária-geral da Associação de Escritores de Moçambique (1995-2001), presidente da mesma instituição (1997-2001) e representante do Conselho Executivo da UNESCO (2001-2005).
A autora publicou, entre outras obras, Ninguém Matou Suhura (1988), Neighbours (1996) e Os Olhos da Cobra Verde (1997), além do guião do filme Muhupitit Alima (1988). Em 2001, venceu o Prémio Caine para Escritores de África com o conto “O Baile de Celina”, integrado em Ninguém Matou Suhura.



