A obra analisa como a literatura colonial construiu mitos e estereótipos sobre Moçambique e África.
Não se trata de reabilitar essa literatura, mas de a compreender criticamente: perceber como nela se projetaram ideias de supremacia cultural e civilizacional.
Trata-se de uma obra de referência para quem se interessa por literatura, memória colonial, estudos pós-coloniais e pelas formas como o passado continua a infiltrar-se no presente.
Francisco Noa nasceu em 1962, em Inhambane (Moçambique). É doutorado em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa (2001). É ensaísta, crítico literário, investigador e professor em universidades moçambicanas e no estrangeiro. Foi diretor e investigador do Centro de Estudos Sociais Aquino de Bragança (CESAB), em Maputo, e reitor da Universidade Lúrio, entre 2015 e 2020. É membro da Academia de Ciências de Lisboa e vencedor do Prémio BCI de Literatura de 2014.
Tem integrado júris nacionais e internacionais, como o Prémio Camões, o Prémio Oceanos e o Prémio FIL em Línguas Românticas.
É autor de várias obras ensaísticas, entre as quais: José Craveirinha, esse Madarim (2025); Além do Túnel: Ensaios e Travessias (2020); Memória, Cidade e Literatura: De São Paulo de Assunção de Loanda a Luuanda, de Lourenço Marques a Maputo (org. com Margarida Calafate Ribeiro, 2019); Uns e Outros na Literatura Moçambicana: Ensaios (2016); Perto do Fragmento, a Totalidade: Olhares sobre a Literatura e o Mundo (2012); A Letra, a Sombra e a Água: Ensaios & Dispersões (2008); Império, Mito e Miopia: Moçambique como Invenção Literária (2002); A Escrita Infinita (1998); Literatura Moçambicana – Memória e Conflito (1997).

